quinta-feira, 9 de outubro de 2014

E se o grito fosse..."maçã"?







A moça que chamou o goleiro de macaco- Patrícia Moreira - afirmou que "chamou por impulso", " foi com a galera", disse até que "não foi uma provocação " racista".
 
Será que se uma turma tivesse gritado MAÇÃ, ela teria repetido como fez quando gritou macaco, mesmo sem entender o sentido da palavra "maçã" naquele momento??? Ora, ela disse "macaco" porque a palavra teve um significado pra ela e quis ofender o goleiro, referindo-se a raça negra de forma pejorativa.
 
O racismo e o preconceito estão intrínsecos na mente de muitos. Tem gente q se diz sem preconceito com os negros, até que sua filha namora um negro ou sua irmã branca apresenta o namorado negro pra família...ou até que simplesmente se aborreça com uma pessoa negra por um motivo banal. A primeira forma de revidar já vem com uma palavra que remete a crítica destrutiva aos negros.

E quando um homem negro, casado com uma branca, tem uma filha branca? Há logo várias insinuações de que não possa ser o pai. 

E quando a mãe é negra e o pai branco, por várias vezes a mãe virá a ser interrogada se realmente é a mãe legítima daquela criança branca ou se haveria ocorrido adoção. 
 
O Brasil é puramente mestiço e ainda existe esta mazela do racismo intrínseca até entre os chamados "pardos". Imagine se fosse um país europeu...certamente teríamos muitos "Hitler's".

Se conheça, saiba enxergar pelo menos os preconceitos que carrega...e tente mudar para melhor.  

Anna Jailma.

Eu e o Espelho







E quando um dia me disserem "tens rugas?" 

Eu direi: "Não tenho rugas. Tenho marcas de risos vividos ao longo da minha história". 

Anna Jailma

Sinta, logo, escreva



Tem gente que me diz "não gosto de escrever, fazer texto, redação". Sabe qual o segredo para gostar de escrever? Mergulhar no assunto, de coração. Sinta a emoção do que você vai expressar. Se emocione. 

Depois deixe a emoção fluir, escapar entre as frases, sem preocupação em "falar bonito". A preocupação em "falar bonito" ou usar palavras que não fazem parte do próprio vocabulário, é o que trava. 

Sinta, logo escreva...


Anna Jailma

Quando Ariano partiu...



Ariano partiu... com brilho nos olhos, buscando o novo do outro lado: o mistério do outro plano é agora por ele desvendado. E ele caminha olhando de um lado a outro, sedento de vontade e coragem de conhecer o desconhecido. 

Ele sorri, ele arregala os olhos, ele diz 'oxente' admirado com algumas novidades nem por ele previstas, ele se surpreende...é um mundo novo que se abre e o sábio Suassuna está de coração aberto para reaprender, desta vez em outro plano, nova vida. Ariano está em paz. 
 
Como sei? "Num sei...só sei que foi assim..."

Anna Jailma

Gente que Sente a Chuva



Aqui no sertão é assim: quando a chuva vem e o rio enche, o povo se reúne para contemplar, para se "embelezar". Água correndo, misturando-se ao mato, coberta com espuma, nos significa bênção de Deus; é a resposta de Deus a tantas orações, tantos pedidos, tantas promessas. 
Sentimos uma alegria enorme com pingos da chuva na face, com o cheiro de chuva. Quando vemos o céu mais azul, olhamos e comentamos entre vizinhos que a chuva vem, que 'graças a Deus, a chuva vem". 
Nós sentimos a chuva com uma alegria inexplicável e talvez exagerada para quem tem chuva todo dia. É uma alegria que brota da alma da gente, tem gosto de infância, são imagens que nos remetem a outras lembranças, aos nossos que se foram, a tantas outras histórias. A chuva para nosso povo é algo que não se explica. A gente sente, sente, sente com alegria! 
Obrigada, meu Deus por este presente! Eu sei que se no céu tiver janela, meu pai João Ursulino, minha tia Nilce e meu avô Zé Romão, estão debruçados olhando pra cá. Lindo assim, doce assim, simples assim.

Anna Jailma