quarta-feira, 6 de julho de 2016

Poesia da Imagem








Na poesia das imagens, o que você vê diz tudo. E a leitura vai depender da sua interpretação conforme o que você carrega em si.

Perdoai Senhor, mas adoro pisar na grama...


Anna Jailma

De Dentro pra Fora






É a essência que manda. O resto desmanda.
 

É o coração que rege. O resto, herege.
 

É o ser que vale. O resto, nem fale...

Anna Jailma 

Amanhecer no entardecer





Se o entardecer é melancólico mas sua alma é pura alegria, você vai descalça, rindo e cantando. 


Faz de conta, que é amanhecer!

Anna Jailma

Gentinha

Gente que afirma
          e não confirma
 

Gente que diz
         e desdiz
 

Gente que mente
        que nem sente
 

Gente que manda
        e desmanda...




NEM ESCUTO!

Anna Jailma 

De Mala Pronta


Aprenda: nem toda mala arrumada é de partida, pode ser de chegada. Nem toda partida é fim, pode ser um recomeço. Nem todo choro é de tristeza, pode ser até de alegria. 

Nem toda derrota, é o resultado final da guerra...Pode ser apenas o saculejo que faltava, para os supostos perdedores se reerguerem mais fortes, e - pasme! - vencerem. 
Né não?! 

Anna Jailma

quinta-feira, 5 de novembro de 2015

Remodelando hábitos: homem X mulher


O assunto “violência contra a mulher” ou a chamada “violência doméstica” implica muitos fatores e cada um deles, envolve todo um contexto de educação, hábito, machismo, sentimento de posse, e pasme: a forma diferenciada como nós mulheres educamos e cuidamos dos nossos filhos, geralmente diferenciando as tarefas entre filhas e filhos.

É comum ouvir a esposa reivindicar a ajuda do esposo no cumprimento das tarefas domésticas. Mas esta mesma mulher, geralmente não educa o filho do sexo masculino, criando nele o hábito de ter alguma tarefa – por mínima que seja – no ambiente familiar.

Cabe também a nós mulheres ‘remodelar’. Precisamos acreditar, defender e transmitir a ideia que homem pode – e deve – ajudar a cozinhar, a lavar louça, lavar as próprias cuecas, varrer e passar pano na casa, colocar o alimento no próprio prato, colocar o prato sujo na pia... É simples: ele trabalha fora, a mulher também. Ela tem as tarefas domésticas, ele também.

Não é bicho de sete cabeças. Pelo contrário: já pensou uma família onde todos colaboram na cozinha, conversando, rindo, cozinhando, lavando louça, organizando o espaço? É simples, prazeroso e aconchegante. Além disso, todo mundo colaborando, o resultado vem mais rápido e ninguém fica sobrecarregado ou estressado com acúmulo de obrigações.

Quando estes ‘detalhes tão pequenos de nós dois’ forem solucionados com toda simplicidade que lhes cabe, o restante flui naturalmente, principalmente o sentimento de respeito e igualdade de direitos.

E se há respeito e igualdade de direitos, a violência não entra neste contexto familiar. 

Anna Jailma

Esponja

Há pessoas que absorvem o que outros pensam, falam e determinam. E depois de absorverem, apenas inundam-se com o pensar - e a determinação - do outro. Elas são meras esponjas. Estão sempre à espera de um comando de voz. É muito difícil para elas argumentarem, terem um pensamento independente. E por isso elas estão sempre a procura do que o outro pensa, do que o outro fala, porque elas não agem, elas somente reagem.

Há outras que analisam o que vêem, pesquisam, duvidam, comparam, contextualizam o que escutam com o que podem captar pelo próprio olhar. Estas pessoas vivem à mil por hora, parecem estranhas no mundo que vivem e são pouco compreendidas.


As "esponjas" dizem: por que elas insistem tanto em pensar, em questionar, em duvidar, em se impor? Por que esta sede de viverem com tanta intensidade, sempre em movimento, preocupando-se com tudo que os rodeia? Por que observam tanto o mundo, se mais simples seria observar somente o próprio umbigo? 

Ora, é tão simples: estas pessoas não são "esponjas". Só isso: não são esponjas.

Anna Jailma 

terça-feira, 20 de outubro de 2015

De Venetas

Vim aqui para dizer, só para dizer, que ainda tenho venetas...

Anna Jailma. #FelizDiadoPoeta

terça-feira, 11 de novembro de 2014

A verdade é minha revolução

Bem eu!

Anna Jailma.

A eleição passou. Ufa!

Esta eleição para presidente do Brasil foi a mais tumultuada com agressões, picuinhas e outras artimanhas da politicagem que tenta a todo vapor, neutralizar o verdadeiro sentido da palavra política.
Ufa! A eleição passou. E consegui entrar e sair dela, sendo eu mesma. Me sinto vitoriosa.
E votei Dilma 13 no segundo turno ( no primeiro votei em branco), muito por medo de ver a volta do PSDB no poder, mas, também por ver - aos trancos e barrancos - muita mudança positiva no meu Nordeste e no país inteiro: ProUni, FIES, IFRN multiplicados nos quatro cantos do país, e enfim, só não estou satisfeita com o caos instalado na saúde pública, mas dei meu voto de confiança; acreditando que mais 4 anos será suficiente para o PT resolver esta questão.
Assim seja!

Anna Jailma.

"Um presente diz a pessoa, o que penso dela..."



O Natal está chegando ( este ano passou mais que voando, deu cambalhotas no ar...) e vem a tradição do presentear. Quem nunca ouviu alguém dizer que não sabe escolher presente? Já ouvi muitas vezes. E digo sempre: olhe para quem você quer presentear e ofereça o que enxerga no outro.
Parece difícil, mas, não é. O que vejo muito é alguém se perder ao tentar presentear, porque não presenteia pensando no outro, mas em si mesmo, no seu próprio "gosto", no seu próprio "eu". Está errado.
Eu acho que Ana Maria Braga deveria usar mais cor, pois nunca sai do clássico 'cinza/preto/branco/azul', mas, jamais a daria algo colorido. Porque presente é mostrar sobretudo, o respeito, o amor e a atenção que você tem pelo que o outro é, do jeito que ele é. Isso por si só, já é uma fuga do querer 'moldar' o outro ao seu modo.
Deixando a modéstia de lado,acredito que Rubem Alves_Oficial pensava como eu. Vejam só o que ele eternizou no livro Pimentas: "Dar presentes é uma arte sutil. Porque um presente diz à pessoa o que penso dela. Um presente, para ser presente, deve ser dado ao desejo do outro - desejo que ele não diz e que eu tenho que adivinhar."
Simples assim. Lindo assim. E boas escolhas nos seus presentes de 2014.
Anna Jailma

Enigma do Pingo



O pingo
Despencou do alto
Driblou a brisa
Rolou no vento
Brincou com o pássaro
Molhou a folha
Deu cambalhota
Pintou o chão
Era de chuva
O pingo
Não pousou nos 'is'
Mudou a rota
Escorregou na interrogação
Completou a exclamação
Desdobrou-se em reticências
Sentiu-se só. Finalizou.
Era de decisão.
Anna Jailma