segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Eleição ou Leilão?


Estou cansada. No Brasil não existe democracia. Toda eleição é a mesma compra e venda de voto, de todos os lados. E o próprio povo evita fugir disso. Quem ganha, comprou mais. Simples assim. 
Até quando vai permanecer este ciclo vicioso e danoso? Não sei quem temo mais, se é o predador que compra o voto ou a caça que se deixa comprar. 
Também não se pode dizer que é devido a desigualdade social, que acontece a compra e venda de voto. Acho que o 'buraco' é mais embaixo. O problema é a falta de caráter mesmo.
Em todas as classes sociais acontece a venda de votos. A diferença é que o mais pobre vende por uma pequena construção na sua casa e o mais rico vende o voto em troca de uma parceria na sua empresa ou uma colocação bem remunerada para seu filho na Assembléia Legislativa.
Não sei se estou ficando velha ou se é simplesmente canseira. O fato é que já estou deixando de acreditar no potencial do voto e da eleição dita democrática. Estou quase concordando com pessoas que sempre critiquei, estou quase me rendendo ao comodismo de achar que este país não tem jeito. 
É triste, é lamentável, mas contra fatos não se tem argumentos. E o que vemos são fatos que comprovam a falta de compromisso da classe política com o povo; e a falta de interesse do povo em mudar este quadro. Aff. Estou cansada, quase exausta. Talvez na próxima eleição eu me dê ao luxo de simplesmente justificar o voto, passar o dia me divertindo, sem filas, sem stress, sem interesse numa mudança utópica.


Anna Jailma.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Pensando Alto




Retorno

Não é amanhecer
Nem ainda entardecer
O sol é escaldante
A alma, arrepiante
E vem o cansaço
Instigante, descalço
Cansaço sem suor
Cansaço na mente
Cansaço sem dó
Quisera eu uma rede
Uma varanda, uma brisa
Seria como matar a sede
Seria sentir-se viva
Quisera eu um alento
Brincar ao relento
Ser criança de novo...

Anna Jailma

domingo, 10 de julho de 2011

Mulher acaba tendo que "comprar"




Estou no meu segundo mês do não ao consumismo e chego a triste conclusão que, para nós mulheres, é impossível não comprar o que julgamos supérfluo; porque simplesmente em alguns casos o fútil é útil...aff! Que crueldade dizer isso. Se um homem ler isso estamos perdidas. O texto corre o risco de ser impresso e distribuído em mesas de bar, onde eles se reúnem para comentarem "futebol e mulher"... Mas explico: que mulher vai conseguir não 'fazer unha' durante um ano? Que mulher vai passar um ano sem o básico pó para o rosto? Que mulher fica um ano com apenas o resto de um batom? Olhando bem racionalmente para estas questões, trata-se de coisas fúteis, dispensáveis; mas, para nós, mulheres de autoestima, amor próprio, que gostamos de nos sentir 'bonitas' - mesmo que não sejamos escravas dos rótulos do mundo da beleza - estes quesitos fazem parte do nosso kit de sobrevivência.
Com base nisso, acabei me rendendo a alguns pequenos consumos: um pó, dois batons e uma blusinha branca! Ops! A blusinha branca seria plenamente dispensável, não é?! É seria! Se não fosse eu ir para outra cidade e chegando lá acabar saindo a noite para uma festa...Precisei de uma blusa e comprei uma básica branca, somente para compor com a tradicional calça jeans. Hummm...é perdoável? Acho eu que sim.
Ainda estou me sentindo uma fortaleza no desafio do consumo, pois, realmente não tenho feito gastos plenamente normais para mulheres da minha idade, que me são tentadores e diários. Recentemente cortei o cabelo, mas, acredite, dispensei a escova tão básica. Não iria sair para nenhum lugar especial e pensei, "assim diminuo o gasto do corte". E reduziu mesmo. Paguei somente 10 reais pelo corte, já que fui com o cabelo lavado e a escova foi dispensada.
Quanto as unhas, estou regularmente cortando, limpando e usando base, em casa mesmo. Planejo que para meu aniversário irei a manicure usar uma cor diferente e fashion! (26 de julho).
Minhas amigas fazem verdadeira guerra contra meu desafio ao consumo. Elas chamam de "período de abstinência da Anna". Me informam sobre vestidos que juram ser "minha cara", me falam sobre cosméticos 'maravilhosos' e por aí vai...Mas tenho sido forte e - dentro dos meus limites de mulher - tenho conseguido pelo menos, consumir muito menos!

Anna Jailma

terça-feira, 17 de maio de 2011

Desafio de Consumo 1



Meu desafio - de não consumir até janeiro 2012 - iniciou em 1° de maio de 2011. Como primeira tentação à ser vencida, vejo as vitrines lotadas de roupas florais. Vestidos, camisões, saias, tudo lindooo, cheio de flores, como se fosse um jardim invadindo o mundo...
A loja Schalk até me ligou avisando que novos modelos chegaram, que tem peças em promoção...Mas estou resistindo bem esta tentação. Adoro flores, mas, ainda não me rendi as peças. Não estou entrando nas lojas, justamente para não comprar. É como quem faz abstinência de bebida: "evite o primeiro gole". No meu desafio é "evite a primeira loja". Porque depois de entrar na loja, somos levados ao provador e pronto, saímos de lá já enfeitiçados, com a peça escolhida no braço.

Anna Jailma - no desafio de consumo


Eu desafio minha vontade de consumir...

Depois de fazer e refazer cálculos de gastos mensais, de perceber que algumas roupas estão encalhadas no guarda-roupa, sem uso; que as adoradas bijouterias têm 'prazo de validade' resolvi lançar um desafio à mim mesma: não vou comprar nada que alimente minha vaidade pessoal, até janeiro de 2010.
Minha vontade de seguir e enfrentar este desafio foi reforçado por uma palestra que assisti no IFRN. A palestra foi sobre meio-ambiente, consumo desenfreado, etc. Um vídeo "A História das Coisas" foi apresentado e foi provado por A + B o quanto somos levados - como numa enxurrada - pelos comerciais e outros apelos do mundo capitalista; que nos induz a consumir, consumir...E a gente segue achando que é preciso "consumir para ser bonita", "consumir para ser respeitada", "consumir para impressionar", "consumir para melhorar a auto-estima", "consumir para ser feliz..." É um absurdo, mas, é verdade! Acreditamos mesmo nisso, como robôs bem controlados pelas ideias consumistas do mundo capitalista. E quais são os resultados? Digo já: o meio-ambiente em guerra com a humanidade, transformando nossas agressões em tsunamis, terremotos, falta d'água potável, etc. Além disso, temos uma humanidade frustrada, que busca a felicidade em roupas, calçados e outros acessórios da beleza, mas sente-se infeliz, vazia, escrava da depressão e outras mazelas da alma.
Meu desafio de não comprar até janeiro do próximo ano, parece fácil; mas, não é. Vou passar duas grandes festas da minha região - São João em São João e Festa de Sant'Ana em Caicó - sem comprar nadica de nada em benefício da minha vaidade. E depois destas festas vêm as festas de fim de ano - Natal e Reveillon - também sem comprar nada. O desafio está lançado e vou colocar aqui as tentações deste período, as vezes que sobrevivi e as que...escorreguei!
Vamos lá! Fica o vídeo para vocês entrarem no clima:


Anna Jailma

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Parabéns meu amor grande!


Hoje é aniversário de meu pequeno rei, SAUL. É meu amor grande, incondicional.
Ser mãe é "um divisor de águas". A gente sente como se fosse um rio transformando-se em mar; é tornar-se mais especial, é crescer por dentro, sentir-se verdadeiramente centelha de Deus, gerando vida. É assim que a mulher transforma-se em mãe.
Para Saul, todo amor que tiver nesta vida. Muita saúde e paz, que cresça por fora e por dentro, tornando-se um homem de bem, um cidadão, de caráter.

Anna Jailma - a Mãe de Saul

segunda-feira, 21 de março de 2011

Moda




O casal Obama está no Brasil. Além dos discursos inteligentes do presidente Obama, chama a atenção o visual elegante e descontraído da primeira dama americana, Michelle Obama. Mais chic impossível, até porque originalidade e elegância andam juntas. Ela mistura cores, dispensa saltos, tem um estilo próprio e nada sóbrio. A primeira dama dos EUA é alegre e mostra isso no que veste. Adorei!
Anna Jailma
Fotos: captadas da net via Google



domingo, 26 de setembro de 2010

Primavera - no "sentir" de Cecília


Primavera


Cecília Meireles


A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega. Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, — e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.
Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, — e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.
Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol. Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, — e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.Mas é certo que a primavera chega.
É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação. Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, — e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora se entendeu e amou.
Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.
Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, — por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida — e efêmera.
Postagem: Anna Jailma

sábado, 25 de setembro de 2010

Luva para Pés!




Eu, que adoro pisar na grama, na terra, sentindo o chão nos pés, adorei a novidade: corredores dos Estados Unidos e Europa estão adotando o que chamam de FiveFingers, conhecido como "luva para pés". Não é um tênis, é mesmo uma espécie de luvas, mas usado nos pés, que mistura meia e borracha no material. Como não tem amortecedor oferece a sensação de que se está correndo descalço.
Como nada agrada todo mundo, alguns profissionais da medicina esportiva estão contestando justamente devido a falta de amortecedor; porque defendem que quanto mais alcochoado for o tênis menor é o dano para as articulações de joelhos e pés.
Cabe a cada corredor, profissional ou não, avaliar os prós e contras, para depois decidir se faz opção pela tal luva para os pés. Ainda não é vendido no Brasil, mas pode ser comprado pela internet...Eu não sou de correr, mas adoraria um par de FiveFingers para simplesmente passear por aí. Imagino que proporciona sensação de liberdade nos pés. Até já me imagino pisando na grama da Ilha de Sant'Ana de Caicó com um belo par de luva...nos pés!
Anna Jailma

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Eu e Saul


Saul chegou em 05 de maio de 2010, iluminado, saudável, lindo, muito mais do que sonhei. Já passeamos por aí sempre grudados, inclusive, com sling ou casulo, feitos pela Mariana Mesquita de Recife, PE. Fomos parar no site da Mariana e publiquei a página aqui para vocês.
Anna Jailma - Mãe de Saul

terça-feira, 27 de abril de 2010

Palavra de Mãe


A gravidez é um divisor de águas na vida da mulher. É um momento sublime, desde a gestação. Não há como descrever todas as sensações, emoções, todos os instantes que são mistura de tantos sentimentos: é amor e receio, coragem e medo, riso e choro, um momento “transcendental” na vida da mulher...
É ser plenamente uma “centelha de Deus”, por sentir outra vida, parte de si, mexendo, transmitindo emoções, vivendo e pulsando dentro de si mesma. Gravidez é milagre!
Como explicar a grandeza de ter dois corações, duas almas, dentro de si?! É um amor que transborda, indo além de todos os limites.
No início vem a surpresa da gravidez confirmada, a alegria misturada com a curiosidade de observar todos os detalhes do próprio corpo: “a barriga está maior?” “a pele está manchando?”, “tem náuseas ou desejos?”...De repente, aos poucos, o corpo cria outra forma e as emoções aumentam a cada dia.
Passamos pelo medo de algo dar errado, de perder o filho; e depois vem a satisfação em comprar enxoval, brinquedos, fazer fotos para eternizar a barriga enorme que se torna o maior orgulho da mãe.
O vínculo de mãe e filho começa desde o primeiro instante. É a conversa, a música que se ouve junto, o toc toc na barriga para senti-lo mexer e tantos outros momentos vividos num mundo à parte, entre mãe e filho.
Quando a contagem regressiva para a chegada começa, é tempo de entregar todo o percurso desta caminhada nas mãos de Deus. Ele que guiou desde o início, será também o grande guia na hora do parto. Os pés inchados e cansados, a dormida cheia de pausas na madrugada, tudo faz parte da espera que, em nenhum momento, deixa de ser prazerosa e vivida com todo amor do mundo.
Minha espera por Saul é vivida desta forma, neste turbilhão de emoções. Já não sou somente Anna Jailma, mas sobretudo, a “Mãe de Saul”.
Que seja bem-vindo e abençoado!

Anna Jailma - Mãe de Saul - 37ª semana de gravidez.

"Se falar pense antes. Se não pensar, não fale. As grávidas agradecem.”







Desde o início da minha gravidez não me sai da cabeça a idéia de que o Ministério da Saúde deveria criar uma campanha sobre o comportamento das pessoas em relação às grávidas.
Os primeiros comentários das pessoas do nosso convívio são sempre frisando que nunca mais ninguém dorme devido o choro do bebê; que manga, peixe, umbu, cajarana e outra série de alimentos fazem mal; que deixam a placenta colada, causa eclampsia, faz perder a criança e mais uma série de acontecimentos trágicos... Vai dando logo vontade de mandar todo mundo pra "ponte que partiu".
É do conhecimento de todos que, durante a gestação, nós mulheres ficamos mais sensíveis e é lógico que temos uma grande preocupação em relação ao desenvolvimento da criança, aos cuidados com a gravidez; para que nada atropele a chegada saudável do bebê. Mas é impressionante como, mesmo tendo este conhecimento, as pessoas insistem em fazer comentários nada animadores e que chega a causar aflição.
Nos primeiros meses de gravidez, ouvi por várias vezes as mais variadas – e detalhadas histórias – sobre casos de aborto. Era história de uma que havia escorregado, outra que não sabia o porquê de ter perdido o bebê, mas, perdeu. E havia sempre os detalhes das dores sentidas, do sangramento, da correria para o hospital. Detalhe: minha mãe sofreu dois abortos antes de mim e outro depois e portanto eu já tinha por natureza um receio “genético” de algo assim. Somando isso as histórias que vinham me contar, eu só me senti segura para comprar coisas para o bebê a partir do 6º mês de gestação. O medo de perder a criança ficava me rondando o tempo inteiro.
Outro ponto muito comentado é sobre a criança mexer ou não. O médico e a enfermeira que me acompanhavam no PSF me deixavam bem claro que o bebê começava a mexer a partir das 16 semanas; mas, as outras pessoas me afirmavam que antes disso já era para mexer e deixavam no ar um tom de interrogação como que afirmando que algo estava errado comigo e o bebê.
Depois, vem o questionamento sobre se estou com pés inchados e como até o 6º mês não havia inchação, novamente era motivo para olhares "assombrados". Quando começou a inchação, pelo 7º mês, os questionamentos não pararam, sendo agora por outro ângulo, se admirando pelos pés estarem inchados – como se as grávidas não inchassem os pés. Agora mesmo a pressão arterial variando entre 10X6 e 10X7, não param de me assustar. Já me falaram em eclampsia inúmeras vezes e sempre detalhando todos os sintomas como que me avisando que vou passar por toda aquela agonia, devido os pés estarem inchados...
Como se não bastasse, quando falo que prefiro o parto normal, não são poucos os que me assustam falando sobre "o corte feito para apressar a passagem do bebê" – a episiotomia ( já me falaram até sobre uma moça que sofreu 30 pontos na vagina com este corte! ); sobre as dores que dizem ser insuportável, a “pior já sentida” e ainda sobre histórias de partos forçados, onde a criança quebra o bracinho.
Agora que o médico me falou que talvez seja cesáreo, o assunto é “a difícil recuperação de quem faz cesáreo, sempre com gases, dores e sem poder levantar da cama, etc etc...”.
Graças a Deus que, certamente por providência divina, a serenidade vem me acompanhando desde o início da gestação e portanto, não tenho dado importância a estes comentários negativos; até porque, procuro me informar sobre a gestação através dos profissionais que me acompanham no PSF, na cartilha do Ministério da Saúde (santa cartilha!), revistas e sites conceituados da internet.
Mas não me sai da cabeça que o Ministério da Saúde deve criar uma campanha de advertência a este respeito. Algo como cenas de conversas com as grávidas e a advertência: "Ministério da Saúde adverte -Se falar pense antes. Se não pensar, não fale. As grávidas agradecem.”


Anna Jailma - Mãe de Saul, 37ª semana de gravidez!